O fim e sucesso do processo de impeachment da presidente Dilma começou um período nebuloso para o Brasil, porque ninguém tem certeza como as coisas vão acontecer. A população se divide e vê o novo governo de três maneiras diferentes:
- Aqueles que acreditam que o processo é um passo em frente para um país melhor;
- Aqueles que tem certeza de que o processo foi um massacre sangrento contra a democracia, ou seja, um golpe;
- Aqueles que não sabem o que está acontecendo e se mostram desinteressados em entender.
Deixando de lado os cenários improváveis, o ideal seria que os mecanismo de troca de chefe de Estado fossem mais eficientes. Não aponto se o impeachment era correto ou errado, apenas expresso que uma troca de tal importância deveria ser feita da melhor da maneira possível, isto é, rapidamente e sem confusões desnecessárias.
Nesta perspectiva, o parlamentarismo já é uma possibilidade discutida pelo Supremo Tribunal Federal e o Senado. Trata-se de uma alternativa promissora por razões importantes:
- Historicamente, foram relatados menos casos de escândalos envolvendo chefes de Estado parlamentaristas do que republicanos;
- A organização do sistema facilita a remoção do primeiro-ministro ou presidente que cometeu certo crime;
- A nova dinâmica partidária pode fornecer mais coerência ideológica para a população, característica incongruente com os mais de 30 partidos políticos e a mestiçagem de propostas.