O fim e sucesso do processo de impeachment da presidente Dilma começou um período nebuloso para o Brasil, porque ninguém tem certeza como as coisas vão acontecer. A população se divide e vê o novo governo de três maneiras diferentes:

  1. Aqueles que acreditam que o processo é um passo em frente para um país melhor;
  2. Aqueles que tem certeza de que o processo foi um massacre sangrento contra a democracia, ou seja, um golpe;
  3. Aqueles que não sabem o que está acontecendo e se mostram desinteressados em entender.
A crise política brasileira atingiu um estado tão latente que há crentes no retorno da monarquia. Rumores indicam que o trineto de Dom Pedro II foi visto em recentes protestos contra a ex-presidente murmurando algo parecido com: "A República está com os dias contados". Através do princípio da legitimidade, a nova geração da antiga família real está pronta para assumir o poder.

Deixando de lado os cenários improváveis, o ideal seria que os mecanismo de troca de chefe de Estado fossem mais eficientes. Não aponto se o impeachment era correto ou errado, apenas expresso que uma troca de tal importância deveria ser feita da melhor da maneira possível, isto é, rapidamente e sem confusões desnecessárias.

Nesta perspectiva, o parlamentarismo já é uma possibilidade discutida pelo Supremo Tribunal Federal e o Senado. Trata-se de uma alternativa promissora por razões importantes:
  • Historicamente, foram relatados menos casos de escândalos envolvendo chefes de Estado parlamentaristas do que republicanos;
  • A organização do sistema facilita a remoção do primeiro-ministro ou presidente que cometeu certo crime;
  • A nova dinâmica partidária pode fornecer mais coerência ideológica para a população, característica incongruente com os mais de 30 partidos políticos e a mestiçagem de propostas.


Deixe um comentário